Descobertas importantes do mundo da eletrônica







Âmbar amarelo

Desde o início dos tempos, o ser humano tem contato com fenômenos elétricos
da natureza. Talvez os primeiros deles tenham sido os raios, que consistem
em descargas elétricas entre nuvens carregadas e a Terra, das quais resultam os
eventos luminosos conhecidos como relâmpagos e os acústicos, trovões. Mesmo
com a eletricidade presente na vida das pessoas e de quase tudo o que ocorre no
planeta, participando do funcionamento de nosso organismo, de nossos movimentos,
assim como do de todos os seres, levou muito tempo até que tivéssemos
conhecimentos suficientes para classificá-la como manifestação da matéria com
determinadas características que a transformaram em ciência.
O primeiro registro do efeito atrativo da eletricidade data dos anos 600 a.C., na
Grécia antiga. Tales de Mileto, considerado o primeiro físico e matemático grego,
observou que o âmbar amarelo (uma resina fossilizada de árvores), depois de atritado com pele de carneiro, atraía pequenos pedaços de palha, tecidos, penas
de aves e outros materiais. Surgia aí o conceito de eletrização.
A palavra grega para âmbar é elektron, termo que, séculos mais tarde, daria nome
às pequenas partículas que constituem os átomos, os elétrons, a base da eletricidade
que se conhece hoje.

Em meados de 1745, surgiram o primeiro circuito elétrico e o primeiro capacitor,
chamado garrafa de Leiden. É também desse período a primeira notícia de
morte causada por descarga elétrica. A vítima foi um professor da Universidade
de Leiden, na Holanda.
Mesmo com poucas referências sobre fenômenos relacionados à eletricidade, o cientista
norte-americano Benjamin Franklin iniciou, em 1752, os primeiros estudos
dos raios. Verificou que havia dois grupos de corpos eletrizados e que corpos do
mesmo grupo se repeliam e de grupos diferentes se atraíam. Assim, atribuiu os
sinais negativo (–) e positivo (+) para distinguir os integrantes desses grupos.
Em 1786, ao dissecar rãs, o médico e professor de anatomia italiano Luigi Galvani
observou contrações musculares nos animais quando expostos à descarga elétrica
de uma garrafa de Leiden. Ele também descobriu que metais diferentes, em contato
com um tecido animal, produziam eletricidade. A partir daí, as pesquisas com
eletricidade avançaram até a invenção da pilha pelo cientista Alessandro Volta.