Curso grátis de eletrônica básica

eletronica para iniciantes

Uso do Multitester (multímetro)

O multitester ou multímetro é o aparelho usado para medir corrente elétrica (DCmA) ou (DCA), tensão contínua (DCV), tensão alternada (ACV) e resistência elétrica. A função do multitester pode ser escolhida através da chave seletora localizada abaixo do painel.
Existem dois tipo de multitester: o analógico (de ponteiro) e o digital (de visor de cristal líquido). Cada um tem sua vantagem: o analógico é melhor para testar a maioria dos componentes enquanto o digital é melhor para medir tensões e testar resistores. Abaixo vemos os dois tipos citados.

Multitester funcionando como Ohmímetro

1Para usar a função de ohmímetro, antes temos de tomar alguns cuidados. Para testar os
componentes eletrônicos no circuito, o mesmo deve estar desligado da alimentação.
Também não devemos guardar o multitester na função de ohmímetro, em nenhuma das escalas, pois isto acaba rapidamente com as pilhas e baterias. Para saber se o ohmímetro está queimado, coloque a chave em X1 ou X10 e segure nas pontas pela parte metálica. O ponteiro não deve mexer, caso contrário, a escala está queimada (resistor interno X1 geralmente usa um de 18 ohms e X10 um de 200 ohms).

1. Coloque o multitester na escala do ohmímetro apropriada ao componente (X1, X10, X100, X1K ou X10K);
2. Zere o multitester (encoste as pontas e ajuste o potenciômetro do painel até o ponteiro parar no zero)
3. Coloque as pontas no componente, faça a leitura na última fileira de cima do painel e acrescente os zeros da escala que estiver a chave seletora (X1 – leitura direta, X10 – acrescenta um zero, X100 – acrescenta dois zeros e assim por diante). Abaixo vemos como zerar o multitester:

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Técnicas de soldagem de componentes

Esta aula do curso é muito importante para aqueles que trabalham ou querem trabalhar com eletrônica ou mesmo para quem gosta de eletrônica por hobbie. Uma boa soldagem é o primeiro passo para o perfeito funcionamento de qualquer circuito eletrônico.

Atualmente os ferros de solda mais utilizados são os de 30 e os de 40 W. Abaixo vemos estes dois tipos, assim como a estrutura interna desta importante ferramenta:

3O ferro de solda ou soldador é formado por um tubo de ferro galvanizado contendo uma resistência de níquel-cromo e uma ponta metálica em seu interior. Ao passar corrente elétrica pela resistência, esta aquece a ponta até chegar numa temperatura apropriada para derreter a solda. A seguir vamos estudar os vários ítens relacionados com uma boa soldagem. Acompanhe;
Limpeza do ferro de solda

Existem muitas marcas de ferros de solda. Algumas muito boas como “Hikary”, “Weller”, “Fame”, etc e outras não tão boas. Porém qualquer que seja a marca do soldador, devemos tomar alguns cuidados para ele durar o máximo tempo possível:
Limpeza e estanhagem da ponta – Segure o ferro pelo cabo e à medida que ele vai esquentando, derreta a solda na ponta para esta ficar brilhante e da cor do estanho. A seguir vemos como deve ficar:

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Quando a ponta já está quente, vai acumulando uma crosta de sujeira. Para limpá-la basta
passar numa esponja de aço ou numa esponja vegetal úmida, daquelas que vêm no suporte
do ferro. Também é possível comprar esta esponja separada. NÃO SE DEVE NUNCA
LIXAR OU LIMAR A PONTA. ISTO ACABA RAPIDAMENTE COM A MESMA.

MANUTENÇÃO DO FERRO DE SOLDA

1 – Troca da resistência – Os ferros mais caros podem ter a resistência trocada com certa
facilidade e compensa. Desparafuse e retire a ponta. Tire os parafusos do cabo e empurre o
fio da resistência para dentro. Retire o “espaguete” da emenda da resistência. Não perca
estes “espaguetes” já que além de isolantes elétricos, são isolantes térmicos. Coloque a
nova resistência dentro do tubo metálico. Refaça a emenda do cabo de força e recoloque os
“espaguetes”. Posicione a resistência até ela encostar bem perto da ponta. Recoloque os
parafusos do cabo e a ponta. Abaixo vemos o procedimento:

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2 – Troca da ponta – Basta retirar o parafuso que prende a mesma e retirá-la do tubo da
resistência. Na colocação da ponta nova, não deixe-a muito para fora senão ela esquentará
pouco. A seguir vemos como deve ficar:

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A SOLDA

Existem diversas marcas de solda para eletrônica. Uma marca de solda é considerada de
boa qualidade quando, ao se fazer uma soldagem com um ferro de solda limpo e estanhado,
esta soldagem ficar brilhante. Se ficar opaca (cinza) a solda não é de boa qualidade. As
soldas de boa qualidade são “Best”, “Cobix”, “Cast”, etc. Abaixo vemos um tubinho e uma
cartela de solda. Ela também é vendida em rolo de 500 g e 250 g como visto:

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As soldas usadas em eletrônica possuem 30 % de chumbo e 70 % de estanho, além de
uma resina para a solda aderir ao circuito. Esta resina era substituída antigamente pela
“pasta de solda” (breu).

APLICAÇÃO DE SOLDA NOS CIRCUITOS ELETRÔNICOS

1 – Segue o ferro de solda da mesma forma que o lápis para escrever;
2 – Limpe e estanhe a ponta do ferro de solda;
3 – Encoste a ponta ao mesmo tempo na trilha e no terminal do componente. Mantenha o
ferro imóvel durante esta operação;
4 – Aplique solda na trilha até ela cobrir toda a ilha e o terminal do componente;
5 – Retire o ferro rapidamente. A operação da soldagem deve ser feita rapidamente para não
danificar as trilhas da placa. A seguir vemos o procedimento:

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SUGADORES DE SOLDA

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Esta ferramenta é usada para retirar a solda do circuito. É formada por um tubo de metal ou
plástico com um embolo impulsionado através de uma mola. Abaixo vemos diversos
modelos de sugadores de solda:
Para o sugador durar o máximo de tempo possível, de vez em quando temos que desmontálo
para fazer uma limpeza interna e colocar grafite em pó para melhorar o deslizamento do
embolo. Também podemos usar uma “camisinha” para proteger o bico. A “camisinha” é um
bico de borracha resistente ao calor e adquirido nas lojas de ferramentas ou componentes
eletrônicos.

USO CORRETO DO SUGADOR DE SOLDA

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1 – Encoste a ponta do ferro na solda que vai ser retirada. O recomendável aqui é colocar um
pouco mais de solda no terminal do componente. Isto facilita a dessoldagem;
2 – Derreta bem a solda no terminal do componente;
3 – Empurre o embolo (pistão) do sugador e coloque-o bem em cima da solda na posição
vertical, sem retirar o ferro;
4 – Aperte o botão, o pistão volta para a posição inicial e o bico aspira a solda para dentro do
sugador;
5 – Retire o ferro e sugador ao mesmo tempo. Agora o componente está com o terminal
solto. Se ficar ainda um pouco de solda segurando o terminal, coloque mais e repita a
operação.

ACESSÓRIOS PARA SOLDAGEM

Estes acessórios são basicamente uma esponja vegetal que deve ser umedecida para
limpar a ponta do ferro, suportes para colocar o ferro aquecido e a pasta de solda (breu)
usada quando vamos soldar numa superfície onde é difícil a aderência da solda. Abaixo
vemos os elementos citados:

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PISTOLA DE SOLDA

É um tipo de ferro de solda que aquece a ponteira quase instantaneamente quando
apertamos um botão que ele tem em forma de gatilho. Também tem uma pequena lâmpada
para iluminar o local onde está sendo feita a soldagem. Este ferro é indicado para soldas
mais pesadas, ou seja, componentes grandes com terminais mais grossos. Abaixo vemos
um tipo de pistola:

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PRINCIPAIS COMPONENTES USADOS EM ELETRÔNICA

Na figura abaixo vemos o aspecto físico dos principais componentes usados em eletrônica a
seguir vamos estudar as características de cada um, os símbolos usados para identificá-los
nos circuitos,assim como testá-los;

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                                                                    O FUSIVÉL

O fusível é um pedaço de fio geralmente de cobre ou estanho que queima ou “funde”
quando a corrente ultrapassa um determinado valor. São usados nos circuitos como
elementos de proteção. Em eletrônica existem vários tipos de fúsivel, todos porém com a
mesma finalidade.

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PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DOS FUSÍVEIS

É a máxima corrente que pode passar por ele sem queimá-lo. Quando o seu limite máximo é
ultrapassado, ele queima e protege o circuito ao qual está ligado.
Em eletrônica temos fusíveis desde alguns miliampères (mA) até vários ampères (A).

                                                        TIPOS DE FUSÍVEIS

Existem modelos dos mais variados para fusíveis. Quanto ao encapsulamento temos os

fusíveis de cartucho de vidro ou de porcelana, fusíveis com corpo de plástico, “epóxi” e os de
rosca. Quanto à sua ação podemos classificá-los em retardados (demoram alguns segundos
para queimar) ou rápidos (queimam instantaneamente). Quanto ao tipo de proteção, temos
os de corrente e os térmicos (queimam com a temperatura). Abaixo vemos vários tipos

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TESTE DE FUSÍVEIS

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TENSÃO CORRENTE ELÉTRICA E RESITÊNCIA

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TENSÃO.
Quando existem dois materiais, um com carga positiva(falta de elétrons)e outro com
carga negativa(excesso de elétrons), dizemos que existe entre eles uma diferença de
potencial(D.D.P) ou tensão elétrica.
Geralmente os átomos procuram ter o mesmo número de elétrons e prótons e neste
materias vai existir uma força atuando (tensão) para que esses átomos se equilibrem.
Esta força é que vai produzir luz, calor, movimento, etc…A tensão é medida em VOLTs
(V).
CORRENTE ELÉTRICA.
Corrente (I) é simplesmente o fluxo de elétrons. Essa corrente é produzida pelo
deslocamento de elétrons através de uma d.d.p em um condutor. A unidade
fundamental de corrente é o ampère (A).
O fluxo real de elétrons é do potencial negativo para o positivo. No entanto, é
convenção representar a corrente como indo do positivo para o negativo.
RESISTÊNCIA ELÉTRICA.
Resistência é a oposição à passagem de corrente elétrica. É medida em ohms (). (lê
se omos) Quanto maior a resistência, menor é a corrente que passa pelo circuito.

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